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Justificativa



Uma análise dos registros do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) de 2005 mostra que em nosso País, o trauma lidera como primeira causa de morte com faixa etária de 1 a 40 anos; segundo Oliveira et al (2004) o trauma atinge o indivíduo em sua fase mais produtiva, cerca de 100.000 brasileiros morrem por ano vítimas de acidentes diversos, sendo que para cada morte registram-se muitos casos de invalidez permanente.

O que podemos fazer para amenizar esse índice alarmante, que traz prejuízos e danos à pessoa e a sociedade? Além de investir em prevenção é emergencial investir em atendimento pré-hospitalar, que é a resposta mais rápida e efetiva para evitar as sequelas para o individuo e para sociedade no geral. Sabendo que conforme Nitschke et al (2003): o tempo é vital para evitar óbitos e sequelas em caso de paradas respiratória (PR), parada cardiorrespiratória (PCR), engasgamento e trauma. Acredita-se que o desconhecimento e o despreparo dos provedores em Saúde sofrem o impacto mediante a falta de acesso a informação no que diz respeito ao atendimento inicial de vítimas em situações de agravos à saúde, que leva a uma desestruturação não só no ambiente hospitalar, mas, principalmente em situações do pré-hospitalar.

Ainda nos fala o Manual de Atendimento da American Hearth Association (AHA) em 2005 para RCP, que doenças do coração matam 330.000 pessoas por ano, e que a taxa de sobrevida para pessoas que recebem atendimento somente no hospital é de 6,6%. Com isso podemos palpar a necessidade de um atendimento correto no local e na hora certa. Sabemos que existe a chamada hora ouro, ou seja, cada minuto perdido em uma parada cardíaca equivale a menos 10% de chance de sobrevida; o mesmo manual nos fala ainda que onde haja pessoas treinadas e orientadas a agir corretamente a taxa de sobrevida se eleva a 49% e em alguns lugares até 79%, um índice estimulante, para investirmos em conhecimento e treinamento de leigos e profissionais.